sábado, 9 de julho de 2011

Um esclarecimento

Muitos namoros terminam e brigas começam com uma frase mal colocada. Uma polêmica também. Mas há uma diferença entre colocar uma frase errada no lugar certo e dizer algo besta e depois não se redimir. Isso vale pra palavra falada como pra escrita.
E se você se exalta, se indigna, pode gerar frases fora de contexto do que você realmente gostaria de falar.
Bem, eu uso meu twitter muito mais que este blog, que aliás faz tempo que não escrevo. E tanto num comentário como num post, procuro sempre escrever bem para que não se gere controvérsias e desentendimentos tolos.
Dia desses, li uma notícia em que a senhorita Letícia Birkheurer reclamava do atendimento num aeroporto da Argentina. Ao invés de se ater ao atendimento duma empresa que é brasileira, ela prefirou usar termos estúpidos e grosseiros contra um povo dum País, como se nosso próprio país não tivesse seus problemas. Como se nossos aeroportos fossem uma maravilha, o que não é.
Num outro momento ela sugere que se multe as empresas em mil dólares por passageiro. Se fosse assim, deveria se multar o Estado para cada pessoa que fica em fila do SUS, do INSS, muitas vezes até morrendo em fila do hospital, o que nos levaria a bancarrota, pois se nos aeroportos já tem este problema, imagine no resto. Ela colocou assim : "Que tal uma multa de 1000 dólares por passageiro prioridade que for desrespeitado pela companhia aérea?". E é aí que eu respondo assim "Qual seria a multa pra cada pessoa q fica esperando em fila de hospital, INSS, etc...". No entanto, ela entendeu que eu estava desrespeitando tanto os que esperam em aeroportos e no SUS e ela me deu esta carinhosa resposta: "Cala essa boca,seu infeliz!Aprenda a respeitar as pessoas,velhos,deficientes e gravidas!A lei e bem clara,seu burro!". Acho que burro não é bem eu, já que a constituição é que garante atendimento de qualidade nos serviços de saúde, educação, etc e tal. Não apenas em aeroportos. Mas todos nós já sabemos que nossos serviços são bem deficientes. Infelizmente a constituição não é cumprida. E parece que ela não tem noção sobre isso. Até porque com o dinheiro que ela ganha ela pode ter serviços que para a maioria das pessoas não funciona. Se ela tivesse que esperar em fila de posto de saúde, marcar consulta, ela passaria o dia inteiro tuítando reclamações e mais reclamações. Muitos de nós não sabe o que é twitter, ou nem sabe o que é ter fartura.
E o pior que eu só fui perceber que ela tinha demonstrado raiva no meu e-mail, quando o twitter te manda resposta a teus tweets. Nem nas menções do meu Twitter apareceu a resposta dela. Então, tive que responder: "Estava me referindo as pessoas q ficam nas filas do INSS e do SUS esperando e nada e muitas até morrem sem serem atendidas." "me expressei mal. A multa seria pro Estado pagar as pessoas, não o contrário." "sobre respeito. Isso sempre procuro ter. Se vc não me conhece, não diga o q não sabe."
Aliás, não poderia esperar nada duma pessoa grosseira e que me senti forçado a ter que postar tweets e uma resposta esclarecedora para não passar a impressão de que estava desconsiderando as pessoas que ficam fila de hospital, que tem os mesmos problemas de quem fica em aeroporto, ou ficar em fila de matrícula de escola.
Já passei por situações chatas, de mal atendimento de serviços de saúde, de telefonia... e tem pessoas que passam por situações mais constrangedoras.
Assim espero ter esclarecido.
OBS: Se ela estava se referindo as gestantes, velhos e tal, (aliás, com um tuíte mal escrito "1000 dólares por passageiro prioridade que for desrespeitado(sic)", é o mesmo problema, até pior. Tipo aqueles velhos de 90 anos que foram chamadas pra comprovar a existência, numa atitude ainda mais tola. Ou as gestantes que ao parirem um filho, tiveram que fazer depois de irem há vários hospitais, sem sucesso, tendo até que terem o filho na rua. Assim, se for para multar companhias aéreas, também deveria ser em outros lugares. Era isso que me referia, mas ela não entendeu assim. Uma pena!
Abraços
Marcelo

quarta-feira, 3 de março de 2010

Outras formas de amor!

Eu estava em mente sobre falar sobre alguma coisa sobre amor. É que a gente às vezes tem uma ideia distorcida que o amor só ocorre entre pessoas com fins matrimoniais. Há também aqueles amores, não a objetos ou a alguma coisa, sei lá, alguma entidade espiritual ou a algum time de futebol. Também não me refiro ao amor ao trabalho ou aos semelhantes que passam necessidades.
Neste modesto post não saberia descrever qual outra forma de amor eu estou me referindo, mas posso afirmar que não é nenhum desses que me referi acima. Talvez seja superior a todos eles.
Sabe, dia desses, no Cbox da Denise cheguei a comentar com ela que tinha este tipo de amor por uma pessoa e indaguei se daria certo. Otimista ela disse que sim, desde que não interagisse com este objeto de amor. Filosofei muito sobre isso e a indaguei. Em resposta ela me disse que quem disse isso foi a Virginia Woolf. E ainda continuo a refletir.
Estou me referindo a Eliane Brum, cujo criatura de vez em quando frequenta por meios dos meus posts (não, ela ainda não conhece meu blog, rsss). E olha que tal post vem bem a calhar, ainda mais que nesta semana ela anunciou sua saída da revista Época, revista pela qual trabalhou por 10 anos. Ontem li a um texto em que ela conta que vai se dedicar mais a literatura e a documentários. Há algum tempo atrás eu imaginava ela um dia se dedicando a ficção (aviso de antemão que o primeiro livro de ficção que ela lançar eu compro sem titubear), ela que já exercita seu lado ficcional num site chamado Vida Breve.
A mulher acima citada não é amada pelo fato de desejá-la, nem pelo fato de ser uma jornalista de mão cheia, nem pelo fato de contar uma história num unverso muita vezes mais preocupado com estatísticas. Talvez o amor que tenho por ela seja uma mescla de todos os amores, ou quem sabe o combustível para mim desenvolver outros amores estagnados. Escrever e ler, por exemplo. Agora mesmo está fermentando alguma ideia nova. O meu defeito, contudo, é ter dificuldade por onde começar e quando e como. Já tive outras ideias de romances que começam com tudo, mas que depois por algum motivo para. Mas sei lá, talvez desta vez é diferente. Como você ama alguém ou algo você se sacrifica, se esforça por este amor. Será que o livro que pode nascer seja dum fruto deste amor?
Por que não? O Taj Mahal não surgiu dum amor? Por que um livro não pode nascer dum? Seria este livro o meu Taj Mahal?
Por este amor assumo o compromisso de começar e terminar este possível romance ainda este ano. Palavra de escoteiro.
E por mim, mas também por ela, pela Eliane Brum. E vai começar hoje!!!!
Abraços
Marcelo
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sony Music ou Sonsa Music.

Não curto música sertaneja, muito menos Victor e Leo, mas curto livros. E eis que um rapaz fã da dupla sertaneja resolveu fazer um livro que se baseava numa letra de música da dupla. Um dos autores, acho que o Leo, deu ok, mas isso não dependia dele, mas sim da Sony Music, gravadora deles. Bom, você pensaria: tá, vão liberar até para dar mais visibilidade a dupla, etc e tal. Mas incrível. Não foi o que aconteceu. Eles vetaram e não deram sequer uma razão convincente para tal veto, a não ser que já tinha se feito algo com a mesma música esses tempos, razão que ainda assim não justifica tal veto.
Aliás, quem é o dono da música e da letra? O autor ou a gravadora? Só citar a música configura quebra de direitos autorais? Por acaso o livro do rapaz emite som? Tem que pagar royalties?
É duro que a música ainda esteja sob a batuta dessas gravadoras decadentes e arbritárias, que impõe o artista que ela quer, paga jabás e em muitos casos desrespeita o próprio artista com contratos absurdos, muitas vezes com ônus com os artistas. Isso sem falar na produção independente e demais gravadoras, que minguam nas rádios e TVs. Depois de proíbirem biografias de pessoas, o próximo tipo de censura será o de citar letras de músicas,peças de teatros, que é isso???
Sony, pára de frescura!! Libere pra ele e pra tantos outros e nem cause insegurança jurídica. A gente tem tantos problemas, não queremos mais!!!
Abraços
Marcelo

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Estatísticas preocupantes do Gre-Nal.

Durante os últimos anos, este blog se omitiu por um monte de assuntos. Desde a morte de Michael Jackson até aos escândalos da política. Desinteresse foi senão o principal, mas sim um dos principais causas. O leitor mais fiel, no caso eu rsss, sentiu duramente a quela de nível deste blog. Pena que muita gente acha que não. Muita gente cai de qualidade mas acha que mantém um padrão há anos, o que nem sempre é verdade. Mas isso é uma outra história.
Mas voltando ao assunto do título, me deixo chateado com duas estatísticas preocupante. Uma delas é para nós gremistas. Estamos há 9 anos (isso mesmo, 9 anos) sem ganhar Gre-Nal em um Gaúchão. A última foi em 2001, quando o tricolor do técnico Tite meteu 4 a 2 no Olímpico. Neste intervalo, o tricolor foi campeão da Copa do Brasil e 3 vezes campeão gaúcho. Também caiu pra série B, mas felizmente voltou no ano seguinte sem virada de mesa e com 4 jogadores expulsos.
São 11 jogos, a maioria vitórias de nosso rival. Para piorar mais as estatísticas, eles sagram-se campeões gaúchos 6 vezes, levantaram o caneco da Libertadores, Recopa, Copa Sulamericana e mais um Mundial de clubes da Fifa. O duro que não é apenas gre-nais de gauchão, mas também em matéria técnica. É inegável e também duro dizer que o Inter é muito melhor que a gente. Não apenas em vitórias e títulos, mas também em gestão. O colorado tem muito mais sócios que a gente e a diretoria do Inter, antes famosa por fazer factóides e tornar o time do Inter num time que vivia apenas de história, promoveu uma gestão responsável. Organizado internamente, o clube ganhou condições para nestes últimos anos a brigar e a até conquistar títulos, muitos deles inétidos para o clube.
O Grêmio, por sua vez, colhe o que plantou: dívidas e viagens na maionese, talvez a maior delas feita durante a gestão Cacalo e a polêmica parceria com a ISL, que transformou sonho num pesadelo. Com time quebrado e ninguém querendo assumir a presidência, colocaram o Flávio Obino, que além de não conseguir fazer um time digno para o centenário, ainda teve que ser motivo de piada por ter usado uma declaração escapista, dizendo entre outras coisas que o time tinha o melhor site, o melhor ônibus( outro motivo de piada, desta vez na poltrona 35 e 36). E o time foi pela 2a vez rebaixado. Veio o Odone, que ajudou a tirar o time da Série B juntamente com o técnico Mano Menezes. No entanto, Odone tem, sempre um olho para o Olímpico e outro para a Praça da Matriz(pra ser mais exato, para o Palácio Farroupilha). Depois da volta por cima, o tricolor voltou a brigar por títulos, sobretudo o gaúchao, Libertadores e o Brasileirão. Porém, em comparação ao Inter, está bem atrás. Não conquista um nacional há 9 anos, um brasileiro há 14 e um internacional há 14 também.
Até quando isso vai ocorrer? Até quando?

Até quando as pessoas sem dinheiro para o PPV ficarão órfãos do Gre-Nal. Desde 2006, a RBS TV e a Rede Globo, detendora dos direitos de transmissão, só exibiram 3 Gre-Nais em 17 duelos. Isso mesmo: 1 Gre-Nal a cada 6 jogos. Um dos maiores clássicos do futebol brasileiro é vedado para o pessoal que curte a TV aberta. É inegável que eles querem faturarem com PPV, tá na cara. Mas deveria pelo menos haver um pouco de bom senso para exibir aos telespectadores de TV aberta. Não é todo mundo que tem pila para comprar PPV ou ainda um ingresso, que estão cada vez ficando mais caros. E quando vier a Copa aqui para o País, eles certamente ficarão mais caros ainda. E as pessoas comuns, cada vez ficarão longe não só dos gre-nais, mas de qualquer jogo de futebol. A não ser que tenha que assistir a jogos de várzea(se bem que tem muito jogo de profissionais que parecem varzeanos).
Pra piorar, teve dias que o Gre-Nal passava no mesmo horário da televisão, mas em compensação tínhamos que ver outro jogo. e o pior que muitas vezes nós temos que ver o clássico dos outros. Em menos de um ano, por exemplo, foram exibidos 3 Corinthians e Palmeiras, que na teoria também teria que está sendo restrita a TV fechada.
Agora, até mesmo uma simples corrida por uma bola de couro comece a ser elitizado.
Abraços
Marcelo

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Love's in the air!!!

Durante a viagem que fizemos para o Cassino, tiramos algumas fotos da ponte que cruza o Canal de São Gonçalo. O que me chamou a atenção foram as declarações de amor feito por anônimos para suas respectivas amadas. As pinturas foram feitas numa das pontes, que está desativada. Eu imagino a trabalheira que deu fazer aquelas pinturas. Na verdade verdadeiras declarações de amor pra quem vai sobretudo. Eis as fotos:









Um doce de repórter
Foi só a Denise falar na Eliane Brum para reativar o elemento fascinatório que tenho por esta estupenda jornalista. Eu em encanto com jeito doce e meigo dela produzir suas reportagens. E também com o fato de admitir erros num meio que sempre se acha o dono da verdade e que nunca erra. Recentemente ela lançou o livro O Olho da Rua(eu quero ler!!!) em que ela faz uma coletânea de várias reportagens dela com direito a comentários acerca das reportagens feitas por ela.
Eu vi dia desses uma parte da entrevista dela na Tv Câmara e ela falou justamente dum dos livros anteriores: A vida que Ninguém Vê. Além do homem que comia vidro(ou quebrava, não me lembro agora), ela falou também do cara que trabalha no aeroporto,mas que nunca tinha viajado. O legal foi o update que fizeram com o homem, que pela primeira vez viajava de avião. O livro, por sinal, recebeu o Prêmio Jabuti em 2007(ou 08?).
Eis aqui um link sobre os velhinhos dum asilo, bem como o "making-off" da reportagem, em que a jornalista considera um desastre. Sabe o que a príncipio me pareceu: que a Eliane ficou nua ou desnudou alguém e agora se arrependa do que fez.
Sim, me encanto com essa menina. Enquanto muitos jornalistas apostam na estética do rancor nos blogs ou em moribundos artigos, a moça se envereda duma maneira mais terna sensível. Às vezes imagino essa moça sendo atenciosa com o marido, com o filho ou com você ou comigo. Embora com intensidades diferentes, é a mesmo sentimento de candura. No vídeo abaixo, me fascino com o jeito afável, misto de doçura e duma velada timidez.O irônico é que em muitos casos as pessoas mais criativas e ariscas sejam justamente as mais tímidas. Definitivamente essa seria pra casar. E espero que ela não se renda a cegueira ética que acometeu a ex-musa inspiradora Lya Luft, que é assim com a dona Yeda "tem pouca carta desfavorável a ela em ZH" Crusius.
Um dia, quem sabe, eu mando um e-mail pra essa moça de Ijuí.


Abraços
Marcelo
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sol de Verão

Aproveitei minhas benditas férias para curtir uns dias numa praia. O lugar em questão era o Balneário do Cassino, em Rio Grande. Pra mim teve um sabor especial(mas não salgada como a água que em muitas vezes acabei involuntariamente por saborear, rsss). Essa era a primeira vez que fui a uma praia, bem como pela primeira vez vi o mar. Para quem mora por lá ou que tinha alguns trocados era rotineiro. Mas para mim era novidade, ainda mais ajudado pelo fato das minhas férias serem marcadas para o final de dezembro.
O legal e grande barato é o lugar é calmo e muito movimentado a noite, algo que certamente não acontece em minha cidade. E onde parei era bem perto da praia.
Lógico que em qualquer praia tem além dos salva-vidas aqueles famosos vendedores, onde pela primeira vez saboreei uma água de côco, e lógico, uma água do mar.
Aliás, o mar realmente é fascinante e ao mesmo tempo assustador. Nos primeiros dias senti até perdido pelo vai e vem das ondas, mas felizmente, com o passar dos dias a coisa foi melhorando e o clima também.
Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a naturalidade das pessoas em adentrarem nos supermercados apenas de bíquini ou de sunga. Isso me chamou muito a atenção pois em muitos lugares não é permitida a entrada sem camisa ou com short. E querem saber, eu até que achei legal e de certa forma curioso.
Vou sentir saudades e espero voltar em outras oportunidades e até de ir a outras praias, quem sabe!
Abraços
Marcelo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Inédito

Será minha primeira viagem a uma praia. Trata-se do Cassino, aquela que o pessoal diz ser a maior do mundo. Em breve descreverei esta inédita sensação.
Afinal, nunca fui a uma. Apenas me limitava a ver na TV ou em fotos. Mas desta vez é pra valer.
Será uma ótima oportunidade pra pôr a leitura em dia e quem sabe a voltar a escrever. Chegou a hora de desenferrujar as ideias.

Triste

O que ocorreu no miserável Haiti. Devastado por problemas políticos e econômicos, um dos países mais pobres do mundo agora foi atingido por um terrível terremoto. Dá uma tristeza ver aquele monte de gente sem comida e água. Nisso tudo, acabou morrendo a dona Ziolda Arns, que fazia um belo trabalho junto as crianças no que tange o combate a mortalidade infantil.
E o duro que aqui por perto tivemos uma tragédia em menor grau de vítimas fatais, ainda assim doloroso sobretudo pela perda de vidas nas enchentes que atingiram o sudeste e o sul. Isso sem falar nas perdas materiais. Que maneira de se começar 2010!
Espero que o ano que começa seja ótimo. Não quero imaginar mais tragédias.
Abraços
Marcelo
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